Após prestar vestibular para o curso de Pedagogia à distância da UFRGS, ingressei no Polo de Sapiranga. Apesar de estar com dezesseis anos de carreira na Rede Municipal, de ter começado e desistido de uma outra graduação anos antes, o velho sonho de realizar uma graduação estava muito presente.
Relembro aquele inicio tão difícil, com muito medo e insegurança de fracassar, pois muitos eram os fatores que limitavam o meu desempenho neste recomeço.
O grande “vilão”, no meu caso, foram as ditas tecnologias. Nossa eu tinha pânico, dor de barriga, pois era analfabeta digital e as atividades eram todas realizadas em ambientes virtuais. Lembro-me de alguns fatores que fizeram com que eu continuasse vivendo um dia de cada vez, um deles foi durante uma aula presencial que o professor Crediné falou algo que de repente me tocou e fez com que eu passasse a persistir, a fala : “ ...as tecnologias são somente mais uma ferramenta de aprendizagem, mas o que vai fazer o diferencial é o desempenho de cada uma no decorrer do Curso”.
Acredito que a partir desse momento senti-me desafiada, procurei seguir as orientações dos professores e tutores, estabeleci metas para aprender as tecnologias, para isso destinei ir ao Polo três a quatro vezes por semana e também passei a buscar ajuda das pessoas que estavam ao meu redor. Na família minhas filhas e meu marido me incentivavam, na escola colegas e coordenadora me auxiliavam na realização de tarefas ligadas às tecnologias. Também pedia ajuda até por telefone à colega que havia ingressado em 2006.
Quanto a realização das interdisciplinas meu desempenho foi bastante limitado, pois tudo era muito novo, haviam muitas atividades a serem feitas, muitas leituras, principalmente em Psicologia e Alfabetização. Todas as leituras sugeridas e atividades eram impressas, haviam sempre páginas e páginas de xérox. Toda e qualquer atividade eu as fazia num caderno, para depois digita-las e postar nos ambientes virtuais.
As atividades realizadas no blog daquele semestre não pareciam a minha escrita que possuo hoje, mas sim comentários, recorte e colagem de algum lugar.
Comprovando a tese do professor Crediné, de que as aprendizagens dependem do processo de busca e interesse de cada um encerramos o primeiro semestre no qual não fiquei em recuperação em nenhuma atividade e com destaque nas atividades, já com o uso das tecnologias, que foram os Memoriais da escola e da infância.
Foi um recomeço de resgate, de busca por novas aprendizagens...
domingo, 12 de setembro de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Reta Final...
Quando se iniciou o estágio parecia que havia tanto tempo e tantas coisas para serem desenvolvidas. Entretanto encerrando-se a última semana fica aquele gostinho de quero mais. É claro que não estou tão triste, pois continuarei o trabalho com a turma em que estagiei, mas sei não terei aquela preocupação de que alguém está olhando, acompanhando tudo aquilo que faço com os alunos, sugerindo e auxiliando no crescimento da prática pedagógica.
Acredito que muito aprendemos e estamos aprendendo no decorrer deste semestre. Percebi o quanto é importante o professor colocar-se na condição de aluno, ou seja, aprender junto com este e ter a humildade para admitir certas coisas. Também constatei a importância da flexibilidade no planejamento das atividades, pois muitas vezes tive que redirecionar meu planejamento em função dos alunos se deterem mais tempo em uma atividade. Ou então por surgir uma questão em que eu não havia pensado desencadear-se ou até mesmo por haver surgido outras atividades vindas da parte da equipe diretiva em que tive que inseri-las.
O perfil de minha turma transformou-se no decorrer do estágio, de alunos apáticos e desmotivados surgiram crianças com vontade de aprender, curiosa, sem medo de expressar suas opiniões. Acredito que grande parte dessa transformação se deve ao meu fazer pedagógico, ou seja, minha postura frente a prática docente, o envolvimento da comunidade escolar incentivadas e buscadas por mim.
Agora tenho o desafio de continuar o que foi iniciado no Estágio Curricular, isto é, muitos dos projetos iniciados darei continuidade, como o uso das ferramentas tecnológicas, iniciadas durante o estágio, também serão levadas adiante.
Acredito mais profundamente na transformação através da educação, no entanto é preciso termos em sala de aula profissionais docentes comprometidos com a educação como um todo. O professor dos dias de hoje precisa mais do que nunca ter atitudes que façam a diferença, isto é, precisa sair do contexto da sala de aula e envolver-se em ações que envolvam todos os segmentos da escola, quer seja dentro dos espaços da escola ou até mesmo na comunidade. É aquele ditado popular: “ Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai até Maomé.
Acredito que muito aprendemos e estamos aprendendo no decorrer deste semestre. Percebi o quanto é importante o professor colocar-se na condição de aluno, ou seja, aprender junto com este e ter a humildade para admitir certas coisas. Também constatei a importância da flexibilidade no planejamento das atividades, pois muitas vezes tive que redirecionar meu planejamento em função dos alunos se deterem mais tempo em uma atividade. Ou então por surgir uma questão em que eu não havia pensado desencadear-se ou até mesmo por haver surgido outras atividades vindas da parte da equipe diretiva em que tive que inseri-las.
O perfil de minha turma transformou-se no decorrer do estágio, de alunos apáticos e desmotivados surgiram crianças com vontade de aprender, curiosa, sem medo de expressar suas opiniões. Acredito que grande parte dessa transformação se deve ao meu fazer pedagógico, ou seja, minha postura frente a prática docente, o envolvimento da comunidade escolar incentivadas e buscadas por mim.
Agora tenho o desafio de continuar o que foi iniciado no Estágio Curricular, isto é, muitos dos projetos iniciados darei continuidade, como o uso das ferramentas tecnológicas, iniciadas durante o estágio, também serão levadas adiante.
Acredito mais profundamente na transformação através da educação, no entanto é preciso termos em sala de aula profissionais docentes comprometidos com a educação como um todo. O professor dos dias de hoje precisa mais do que nunca ter atitudes que façam a diferença, isto é, precisa sair do contexto da sala de aula e envolver-se em ações que envolvam todos os segmentos da escola, quer seja dentro dos espaços da escola ou até mesmo na comunidade. É aquele ditado popular: “ Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai até Maomé.
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Seminário integrador VIII e Estágio Curricular
domingo, 30 de maio de 2010
A escola que encanta...
Neste sábado, 29/06 tivemos em Sapiranga, o IV Fórum Municipal de Educação, com o tema “A escola que encanta e transforma vidas”. Quando li quem era a introdução ao currículo do Palestrante, Max Haetienger, pensei que íamos ter um encontro voltado para as inovações tecnologias, como inseri-las em nossa prática. Entretanto saiu totalmente de minhas expectativas e nos deixou encantadas com sua visão de trabalhar a educação dentro da sala de aula e do contexto escolar.
Em sua fala não nos trouxe nada de muito novo, mas fortaleceu aquilo em acredito, ou seja, que a escola não pode ser uma instituição onde se os alunos somente retêm conhecimentos. A escola precisa ter metas com professores que entrem numa sala de aula com o intuito de ensinar e ao final do dia saiam com a impressão de mais ter aprendido do que ensinado.
A escola que encanta, precisa encantar e encantar, na aprendizagem, é fazer aquilo que ou outro não espera, é surpreender, aguçar curiosidade e a criatividade como valência oposta a memória. Também nos ressaltou sobre a importância da cooperação como bases das relações, trazendo o lúdico, o movimento e a cultura como elementos essenciais para o desenvolvimento em toda a trajetória escolar do aluno e não somente na Educação Infantil e Anos Iniciais.
A importância dos valores e do... “saber cuidar que é mais que um ato, é uma atitude. Portanto, envolve mais que um momento de atenção de zelo e desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”, Boff, 1999.
Ao final do encontro fiquei com a sensação daquela vela frase de Sócrates “Quanto mais sei, sei que nada sei..”, mas tenho a certeza de que precisamos continuar lutando para inserir em nossa prática ações que venham de encontro a tão sonhada escola que encanta. Não querendo “puxar brasa para o nosso assado”, mas nós do PED, estamos começando a trilhar esse caminho. Entretanto sabemos que temos muitos desafios pela frente, pois precisam haver mudanças de posturas em todos os segmentos que envolvem a escola.
Em sua fala não nos trouxe nada de muito novo, mas fortaleceu aquilo em acredito, ou seja, que a escola não pode ser uma instituição onde se os alunos somente retêm conhecimentos. A escola precisa ter metas com professores que entrem numa sala de aula com o intuito de ensinar e ao final do dia saiam com a impressão de mais ter aprendido do que ensinado.
A escola que encanta, precisa encantar e encantar, na aprendizagem, é fazer aquilo que ou outro não espera, é surpreender, aguçar curiosidade e a criatividade como valência oposta a memória. Também nos ressaltou sobre a importância da cooperação como bases das relações, trazendo o lúdico, o movimento e a cultura como elementos essenciais para o desenvolvimento em toda a trajetória escolar do aluno e não somente na Educação Infantil e Anos Iniciais.
A importância dos valores e do... “saber cuidar que é mais que um ato, é uma atitude. Portanto, envolve mais que um momento de atenção de zelo e desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”, Boff, 1999.
Ao final do encontro fiquei com a sensação daquela vela frase de Sócrates “Quanto mais sei, sei que nada sei..”, mas tenho a certeza de que precisamos continuar lutando para inserir em nossa prática ações que venham de encontro a tão sonhada escola que encanta. Não querendo “puxar brasa para o nosso assado”, mas nós do PED, estamos começando a trilhar esse caminho. Entretanto sabemos que temos muitos desafios pela frente, pois precisam haver mudanças de posturas em todos os segmentos que envolvem a escola.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
Tecnologias na aprendizagem
Finalmente, após um período de três semanas sem acesso ao laboratório de Informática tivemos nossa aula inaugural com os novos computadores. São 18 computadores novinhos com tela plana, fones de ouvidos e tudo que demanda as mais novas tecnologias. Esses novos equipamentos foram destinados pelo PROINFO, do governo Federal para as escolas públicas de nosso município que estavam com os laboratórios sucatados.
A minha turma é composta por 29 alunos, sendo que destes, somente 3 têm computador em casa com acesso a internet. Para essa turma está sendo um grande diferencial aprenderem com o uso de recursos tecnológicos, eles vibram, sentem orgulho por estarem dominando algumas ferramentas tecnológicas. Nessa primeira aula com os novos equipamentos, foi quase impossível trabalhar, pois os alunos estavam muito eufóricos e empolgados, querendo ver e acessar a tudo ao mesmo tempo. O professor de Informática estava todo nervoso pela agitação dos alunos. Resumo a aula praticamente não rendeu, entretanto a satisfação dos alunos foi muito grande.
Apesar de dos contratempos envolvendo o uso das tecnologias, acredito que meu trabalho não ficou prejudicado, pois adeqüei algumas atividades e pretendo dar continuidade ao uso das ferramentas tecnológicas como um instrumento de aprendizagens dos alunos durante o decorrer do restante do ano letivo.
Conversando com o professor de Informática percebi que ele também está motivado a inserir novas formas para a realização das aulas de Informática. A minha turma e a da colega Silvia continuarão tendo a disponibilidade de 2 horários semanais de Informática, sendo que em agosto iremos participar juntamente com professores de outras escolas de uma reunião onde colocaremos nossa forma de trabalhar. Também o trabalho que realizamos com produção de slides em homenagem as mães já foi selecionado para serem expostos na Mostra do Saber de Sapiranga, durante a segunda semana de junho, que este ano traz o tema sobre a evolução humana e o Mundo das tecnologias. São os frutos sendo colhidos do uso das inovações tecnológicas que o PEAD, está nos proporcionando.
A minha turma é composta por 29 alunos, sendo que destes, somente 3 têm computador em casa com acesso a internet. Para essa turma está sendo um grande diferencial aprenderem com o uso de recursos tecnológicos, eles vibram, sentem orgulho por estarem dominando algumas ferramentas tecnológicas. Nessa primeira aula com os novos equipamentos, foi quase impossível trabalhar, pois os alunos estavam muito eufóricos e empolgados, querendo ver e acessar a tudo ao mesmo tempo. O professor de Informática estava todo nervoso pela agitação dos alunos. Resumo a aula praticamente não rendeu, entretanto a satisfação dos alunos foi muito grande.
Apesar de dos contratempos envolvendo o uso das tecnologias, acredito que meu trabalho não ficou prejudicado, pois adeqüei algumas atividades e pretendo dar continuidade ao uso das ferramentas tecnológicas como um instrumento de aprendizagens dos alunos durante o decorrer do restante do ano letivo.
Conversando com o professor de Informática percebi que ele também está motivado a inserir novas formas para a realização das aulas de Informática. A minha turma e a da colega Silvia continuarão tendo a disponibilidade de 2 horários semanais de Informática, sendo que em agosto iremos participar juntamente com professores de outras escolas de uma reunião onde colocaremos nossa forma de trabalhar. Também o trabalho que realizamos com produção de slides em homenagem as mães já foi selecionado para serem expostos na Mostra do Saber de Sapiranga, durante a segunda semana de junho, que este ano traz o tema sobre a evolução humana e o Mundo das tecnologias. São os frutos sendo colhidos do uso das inovações tecnológicas que o PEAD, está nos proporcionando.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Inclusão social e exclusão na aprendizagem
Sabemos o quanto é importante para as pessoas com necessidades especiais terem acesso ao ensino regular. Entretanto em determinadas situações ou até mesmo órgão que regulamentam a inclusão ocorrem algumas disparidades que pouco ou nada contribuem para a aprendizagem e rendimento de determinados alunos com necessidades especiais. Os casos mais comuns na rede de Ensino onde atuo são os de chamados promoção, ou seja, no conselho de classe o professor titular é questionado se diz que o aluno é de inclusão, pronto, é induzido a dar a nota média. Na maioria das vezes não é olhado para o todo, pois se um aluno tem, digamos uma imaturidade, tanto cognitiva quanto de relacionamento, qual será o aproveitamento deste aluno numa série com exigências maiores, tanto no sentido comportamental, quanto de aprendizagem.
Tenho uma aluna que conheci no início de 2009, tem problemas sérios, tanto de aprendizagem quanto de risco social, foi abusada sexualmente por volta dos 5 e 6 anos, teve encaminhamento e atendimento a partir do segundo ano, mas no segundo semestre de 2009 sofreu abuso novamente. Ao final do ano foi promovida, é minha aluna de quarto ano, pré-silábica, não gosta de realizar atividades diferentes dos demais, por mais que sejam mais adequadas para suas necessidades. Ela, como tem baixa auto estima precisa sentir-se igual, nem que para isso ela faça só bolinha e imitações da escrita, segundo o que ela acredita ser a realização das atividades.
Percebo que há um esforço da parte da aluna por acompanhar a turma, tento ajudar, dando folhinhas com atividades diferenciadas, mas quando vejo, ela deixa de lado essas atividades e procura fazer o que todo está fazendo. Constatei que o relacionamento dela com os colegas do início do ano para cá melhorou significativamente, ela está bem mais comunicativa.
O que realmente me angustia é perceber que se ela estivesse num terceiro ano poderia acompanhar melhor e realmente fazer parte da inclusão na aprendizagem. Se continuar assim, a tendência é só aumentar a diferença no nível de aprendizagem que ela por si mesma irá sentir excluída, pelo fato de não conseguir realizar pelo menos parte do que a maioria faz.
Posso estar equivocada, mas a inclusão em que acredito não é feita dessa forma, onde um professor tem turmas com quase 30 alunos, com inúmeras dificuldades tendo que atender de forma inadequada alunos de inclusão, que somente pelo fato de serem de inclusão são promovidos aleatoriamente.
Tenho uma aluna que conheci no início de 2009, tem problemas sérios, tanto de aprendizagem quanto de risco social, foi abusada sexualmente por volta dos 5 e 6 anos, teve encaminhamento e atendimento a partir do segundo ano, mas no segundo semestre de 2009 sofreu abuso novamente. Ao final do ano foi promovida, é minha aluna de quarto ano, pré-silábica, não gosta de realizar atividades diferentes dos demais, por mais que sejam mais adequadas para suas necessidades. Ela, como tem baixa auto estima precisa sentir-se igual, nem que para isso ela faça só bolinha e imitações da escrita, segundo o que ela acredita ser a realização das atividades.
Percebo que há um esforço da parte da aluna por acompanhar a turma, tento ajudar, dando folhinhas com atividades diferenciadas, mas quando vejo, ela deixa de lado essas atividades e procura fazer o que todo está fazendo. Constatei que o relacionamento dela com os colegas do início do ano para cá melhorou significativamente, ela está bem mais comunicativa.
O que realmente me angustia é perceber que se ela estivesse num terceiro ano poderia acompanhar melhor e realmente fazer parte da inclusão na aprendizagem. Se continuar assim, a tendência é só aumentar a diferença no nível de aprendizagem que ela por si mesma irá sentir excluída, pelo fato de não conseguir realizar pelo menos parte do que a maioria faz.
Posso estar equivocada, mas a inclusão em que acredito não é feita dessa forma, onde um professor tem turmas com quase 30 alunos, com inúmeras dificuldades tendo que atender de forma inadequada alunos de inclusão, que somente pelo fato de serem de inclusão são promovidos aleatoriamente.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Contratempo Tecnológicos...
No Semestre 2009-2 começamos articular algumas arquiteturas e arranjos para realizarmos o Estágio Curricular, neste semestre, 2010-1. Sabíamos que precisávamos usar das ferramentas tecnológicas tão usadas durante a realização do curso. Para mim, tanto no profissional, quanto no pessoal é um grande desafio, pois, como sabem ingressei no PEAD sendo analfabeta digital. Então me organizei junto a equipe diretiva, consegui um horário extra para a minha turma, então tenho 2 horários semanais, e as vezes 3.
Reuni os pais, expliquei as mudanças no pedagógico, da inserção das tecnologia na aprendizagem dos alunos. Estava tudo indo bem, até que em função do recebimento de 18 novos computadores para serem colocados no laboratório de Informática. Os computadores foram enviados pelo governo Federal e para serem mantidos na garantia devem ser instalados pelos técnicos da empresa que os forneceu.Resultado estamos a duas semanas sem aula de informática, tive redirecionar algumas ações que necessitam do uso do computador e redirecionar e replanejar outras.
Sabemos que imprevistos acontecem, mas a frustração não deixa de se manifestar, tanto para os alunos quanto para mim e as a outras pessoas envolvidas. É fato que a escola não deve parar por causa do meu estágio, mas fica a insegurança, pelo fato de ter projetado uma proposta e agora fico sem ação...
Pelo que fiquei sabendo da equipe diretiva o caso é para ser solucionado até o final de semana, espero que para próxima semana possamos voltar as atividades envolvendo as tecnologias da Informática.
Reuni os pais, expliquei as mudanças no pedagógico, da inserção das tecnologia na aprendizagem dos alunos. Estava tudo indo bem, até que em função do recebimento de 18 novos computadores para serem colocados no laboratório de Informática. Os computadores foram enviados pelo governo Federal e para serem mantidos na garantia devem ser instalados pelos técnicos da empresa que os forneceu.Resultado estamos a duas semanas sem aula de informática, tive redirecionar algumas ações que necessitam do uso do computador e redirecionar e replanejar outras.
Sabemos que imprevistos acontecem, mas a frustração não deixa de se manifestar, tanto para os alunos quanto para mim e as a outras pessoas envolvidas. É fato que a escola não deve parar por causa do meu estágio, mas fica a insegurança, pelo fato de ter projetado uma proposta e agora fico sem ação...
Pelo que fiquei sabendo da equipe diretiva o caso é para ser solucionado até o final de semana, espero que para próxima semana possamos voltar as atividades envolvendo as tecnologias da Informática.
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domingo, 9 de maio de 2010
O Papel da Mulher

Estamos inseridos num mundo onde o papel da mulher é cada vez presente em todos os ambientes. A mulher de hoje trabalha fora, tem filhos, administra a casa e as vezes ainda estuda. A minha turma é composta por 18 meninas e 10 meninos, mas apesar de serem a grande maioria, na sala de aula, percebo que os meninos são mais resolvidos no sentido de ter voz ativa, de fazer escolhas, enfim ainda existe aquela diferenciação de meninos serem educados de uma forma e meninas de outra.
Com os projetos que estou desenvolvendo a minha prática docente tem saído dos limites da sala de aula e com isso pude constatar que o comportamento feminino nada mais é do que reflexo da educação e exemplo que vivenciam meus alunos. As mães de meus alunos são mulheres humildes, guerreiras, vê-se em seus rostos as marcas de dificuldades que atravessaram e atravessam, a maioria são jovens, mas muito judiadas. O interessante foi constatar que todas, sem exceção sonham em ver os filhos estudados, formados e com um bom emprego. Entretanto não tem a visão de que é preciso investir desde muito cedo na educação dos filhos, que não é dando presentes para o filho passar de ano que este vai aprender e que também é preciso acompanhar a vida escolar do filho, pois afinal este ainda é criança, não tem bem definido direitos e deveres.
No inicio do ano letivo fiquei impressionada como meus alunos faltavam por motivos fúteis, como, por exemplo, ir passear na casa de uma tia com algum familiar.
Percebo que ao envolver a família no processo de aprendizagem das crianças está provocando uma tomada de consciência, despertando para a importância de levar a sério a educação como meio de transformação. Mas preciso afirmar que isso é um processo lento, que nos encontros, com mães e pais, faço o papel de orientadora, usando minha própria trajetória de vida como exemplo de que é preciso investir na educação para poder mudar e transformar.
Aprendi que é preciso persistir e investir, o professor tem que ser incansável, lutar por aquilo que acredita e tentar passar isso para a comunidade escolar.
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