domingo, 26 de setembro de 2010

Semestre 2008-1

Realizamos interdisciplinas muito importantes para a nossa prática docente. Matemática e Estudos Sociais sob a perspectiva apresentada nos levaram a refletir sobre o que ensinar? Por que ensinar? Quem vai aprender? E como vai aprender?

A partir de tais reflexões procurei inserir em meu planejamento atividades práticas e significativas principalmente para os meus alunos. O resgate de memórias e locais de memórias trazendo para o contexto atual fazendo com crianças e adultos possam reconhecer-se como sujeitos ativos na sociedade.

No ambientes virtuais, como por exemplo, participação nos Fóruns, percebe-se uma postura mais segura de minhas ideias, interagindo significativamente com demais colegas e professores.

Entretanto, pessoalmente, algo ficou marcado, no decorrer deste semestre, isto é, as minhas dificuldades com o domínio das tecnologias se fez muito presente. Talvez nem tenham sido percebidas por professores e colegas, pois sempre estive com as atividades em dia, mas chorei, de raiva e frustração realizando as atividades relacionadas a interdisciplina de Tecnologia na Educação.

Segundo Piaget, para aprender é preciso desestruturar para aprender reconstruir. Acredito que foi assim que consegui aprender algumas coisas que levarei para o resto da vida. Preciso ressaltar que algo que amenizava as dificuldades encontradas era a interação com colegas e tutoras de Polo. Juntas, compartilhamos nossas angustias e ansiedades e foi juntas que conquistamos muitas aprendizagens.

Aprendizagens que passamos a carregar conosco e que começaram a transformar nossas vidas tanto pessoal como profissional.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Semestre 2007-2

Neste semestre realizamos sete interdisciplinas, nossa fiquei toda atrapalhada com tantas atividades para administrar. Entretanto o que no início se mostrou como dificuldades, com o decorrer do tempo, tornou-se prazerosas. Comecei colocar em prática algumas atividades sugeridas como as dicas de teatro, de como trabalhar música e também ludicidade e literatura na sala de aula.
Visitamos a VI Bienal da Arte, em Porto Alegre, aprendi muito, principalmente a perceber elementos que os artistas colocam em suas obras que passam uma mensagem de leitura de mundo.
O uso das tecnologias passam s ser inseridos na minha prática docente através de parcerias estabelecidas com colegas. Também percebe-se que a minha construção escrita evoluiu, passando a trazer algumas reflexões sobre a teoria e a prática docente.
Pelas minhas postagens, tanto no blog como no webfólio, nota-se uma regularidade e pontualidade, uma preocupação de articular as leituras lidas com as atividades práticas realizadas na minha própria sala de aula.
Continuava indo ao Polo de três a quatro vezes semanais, neste ambiente havia uma forma de compartilhar as dificuldades e limitações, tendo sempre o amparo das tutoras.
Foi nesse eixo que tivemos nosso primeiro workshop, nossa como fiquei nervosa, tudo era novidade, mas no final deu tudo certo.
Neste semestre a minha pessoa, o meu eu, começa a ter certeza de ter feito a escolha certa do curso, apesar de tantas atividades, da organização do tempo e ter que deixar a família de lado para a dedicação aos estudos e trabalho.

domingo, 12 de setembro de 2010

Semestre 20071

Após prestar vestibular para o curso de Pedagogia à distância da UFRGS, ingressei no Polo de Sapiranga. Apesar de estar com dezesseis anos de carreira na Rede Municipal, de ter começado e desistido de uma outra graduação anos antes, o velho sonho de realizar uma graduação estava muito presente.

Relembro aquele inicio tão difícil, com muito medo e insegurança de fracassar, pois muitos eram os fatores que limitavam o meu desempenho neste recomeço.
O grande “vilão”, no meu caso, foram as ditas tecnologias. Nossa eu tinha pânico, dor de barriga, pois era analfabeta digital e as atividades eram todas realizadas em ambientes virtuais. Lembro-me de alguns fatores que fizeram com que eu continuasse vivendo um dia de cada vez, um deles foi durante uma aula presencial que o professor Crediné falou algo que de repente me tocou e fez com que eu passasse a persistir, a fala : “ ...as tecnologias são somente mais uma ferramenta de aprendizagem, mas o que vai fazer o diferencial é o desempenho de cada uma no decorrer do Curso”.

Acredito que a partir desse momento senti-me desafiada, procurei seguir as orientações dos professores e tutores, estabeleci metas para aprender as tecnologias, para isso destinei ir ao Polo três a quatro vezes por semana e também passei a buscar ajuda das pessoas que estavam ao meu redor. Na família minhas filhas e meu marido me incentivavam, na escola colegas e coordenadora me auxiliavam na realização de tarefas ligadas às tecnologias. Também pedia ajuda até por telefone à colega que havia ingressado em 2006.

Quanto a realização das interdisciplinas meu desempenho foi bastante limitado, pois tudo era muito novo, haviam muitas atividades a serem feitas, muitas leituras, principalmente em Psicologia e Alfabetização. Todas as leituras sugeridas e atividades eram impressas, haviam sempre páginas e páginas de xérox. Toda e qualquer atividade eu as fazia num caderno, para depois digita-las e postar nos ambientes virtuais.

As atividades realizadas no blog daquele semestre não pareciam a minha escrita que possuo hoje, mas sim comentários, recorte e colagem de algum lugar.
Comprovando a tese do professor Crediné, de que as aprendizagens dependem do processo de busca e interesse de cada um encerramos o primeiro semestre no qual não fiquei em recuperação em nenhuma atividade e com destaque nas atividades, já com o uso das tecnologias, que foram os Memoriais da escola e da infância.

Foi um recomeço de resgate, de busca por novas aprendizagens...

domingo, 13 de junho de 2010

Reta Final...

Quando se iniciou o estágio parecia que havia tanto tempo e tantas coisas para serem desenvolvidas. Entretanto encerrando-se a última semana fica aquele gostinho de quero mais. É claro que não estou tão triste, pois continuarei o trabalho com a turma em que estagiei, mas sei não terei aquela preocupação de que alguém está olhando, acompanhando tudo aquilo que faço com os alunos, sugerindo e auxiliando no crescimento da prática pedagógica.

Acredito que muito aprendemos e estamos aprendendo no decorrer deste semestre. Percebi o quanto é importante o professor colocar-se na condição de aluno, ou seja, aprender junto com este e ter a humildade para admitir certas coisas. Também constatei a importância da flexibilidade no planejamento das atividades, pois muitas vezes tive que redirecionar meu planejamento em função dos alunos se deterem mais tempo em uma atividade. Ou então por surgir uma questão em que eu não havia pensado desencadear-se ou até mesmo por haver surgido outras atividades vindas da parte da equipe diretiva em que tive que inseri-las.

O perfil de minha turma transformou-se no decorrer do estágio, de alunos apáticos e desmotivados surgiram crianças com vontade de aprender, curiosa, sem medo de expressar suas opiniões. Acredito que grande parte dessa transformação se deve ao meu fazer pedagógico, ou seja, minha postura frente a prática docente, o envolvimento da comunidade escolar incentivadas e buscadas por mim.
Agora tenho o desafio de continuar o que foi iniciado no Estágio Curricular, isto é, muitos dos projetos iniciados darei continuidade, como o uso das ferramentas tecnológicas, iniciadas durante o estágio, também serão levadas adiante.

Acredito mais profundamente na transformação através da educação, no entanto é preciso termos em sala de aula profissionais docentes comprometidos com a educação como um todo. O professor dos dias de hoje precisa mais do que nunca ter atitudes que façam a diferença, isto é, precisa sair do contexto da sala de aula e envolver-se em ações que envolvam todos os segmentos da escola, quer seja dentro dos espaços da escola ou até mesmo na comunidade. É aquele ditado popular: “ Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai até Maomé.

domingo, 30 de maio de 2010

A escola que encanta...

Neste sábado, 29/06 tivemos em Sapiranga, o IV Fórum Municipal de Educação, com o tema “A escola que encanta e transforma vidas”. Quando li quem era a introdução ao currículo do Palestrante, Max Haetienger, pensei que íamos ter um encontro voltado para as inovações tecnologias, como inseri-las em nossa prática. Entretanto saiu totalmente de minhas expectativas e nos deixou encantadas com sua visão de trabalhar a educação dentro da sala de aula e do contexto escolar.

Em sua fala não nos trouxe nada de muito novo, mas fortaleceu aquilo em acredito, ou seja, que a escola não pode ser uma instituição onde se os alunos somente retêm conhecimentos. A escola precisa ter metas com professores que entrem numa sala de aula com o intuito de ensinar e ao final do dia saiam com a impressão de mais ter aprendido do que ensinado.

A escola que encanta, precisa encantar e encantar, na aprendizagem, é fazer aquilo que ou outro não espera, é surpreender, aguçar curiosidade e a criatividade como valência oposta a memória. Também nos ressaltou sobre a importância da cooperação como bases das relações, trazendo o lúdico, o movimento e a cultura como elementos essenciais para o desenvolvimento em toda a trajetória escolar do aluno e não somente na Educação Infantil e Anos Iniciais.

A importância dos valores e do... “saber cuidar que é mais que um ato, é uma atitude. Portanto, envolve mais que um momento de atenção de zelo e desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”, Boff, 1999.

Ao final do encontro fiquei com a sensação daquela vela frase de Sócrates “Quanto mais sei, sei que nada sei..”, mas tenho a certeza de que precisamos continuar lutando para inserir em nossa prática ações que venham de encontro a tão sonhada escola que encanta. Não querendo “puxar brasa para o nosso assado”, mas nós do PED, estamos começando a trilhar esse caminho. Entretanto sabemos que temos muitos desafios pela frente, pois precisam haver mudanças de posturas em todos os segmentos que envolvem a escola.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Tecnologias na aprendizagem

Finalmente, após um período de três semanas sem acesso ao laboratório de Informática tivemos nossa aula inaugural com os novos computadores. São 18 computadores novinhos com tela plana, fones de ouvidos e tudo que demanda as mais novas tecnologias. Esses novos equipamentos foram destinados pelo PROINFO, do governo Federal para as escolas públicas de nosso município que estavam com os laboratórios sucatados.

A minha turma é composta por 29 alunos, sendo que destes, somente 3 têm computador em casa com acesso a internet. Para essa turma está sendo um grande diferencial aprenderem com o uso de recursos tecnológicos, eles vibram, sentem orgulho por estarem dominando algumas ferramentas tecnológicas. Nessa primeira aula com os novos equipamentos, foi quase impossível trabalhar, pois os alunos estavam muito eufóricos e empolgados, querendo ver e acessar a tudo ao mesmo tempo. O professor de Informática estava todo nervoso pela agitação dos alunos. Resumo a aula praticamente não rendeu, entretanto a satisfação dos alunos foi muito grande.

Apesar de dos contratempos envolvendo o uso das tecnologias, acredito que meu trabalho não ficou prejudicado, pois adeqüei algumas atividades e pretendo dar continuidade ao uso das ferramentas tecnológicas como um instrumento de aprendizagens dos alunos durante o decorrer do restante do ano letivo.

Conversando com o professor de Informática percebi que ele também está motivado a inserir novas formas para a realização das aulas de Informática. A minha turma e a da colega Silvia continuarão tendo a disponibilidade de 2 horários semanais de Informática, sendo que em agosto iremos participar juntamente com professores de outras escolas de uma reunião onde colocaremos nossa forma de trabalhar. Também o trabalho que realizamos com produção de slides em homenagem as mães já foi selecionado para serem expostos na Mostra do Saber de Sapiranga, durante a segunda semana de junho, que este ano traz o tema sobre a evolução humana e o Mundo das tecnologias. São os frutos sendo colhidos do uso das inovações tecnológicas que o PEAD, está nos proporcionando.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Inclusão social e exclusão na aprendizagem

Sabemos o quanto é importante para as pessoas com necessidades especiais terem acesso ao ensino regular. Entretanto em determinadas situações ou até mesmo órgão que regulamentam a inclusão ocorrem algumas disparidades que pouco ou nada contribuem para a aprendizagem e rendimento de determinados alunos com necessidades especiais. Os casos mais comuns na rede de Ensino onde atuo são os de chamados promoção, ou seja, no conselho de classe o professor titular é questionado se diz que o aluno é de inclusão, pronto, é induzido a dar a nota média. Na maioria das vezes não é olhado para o todo, pois se um aluno tem, digamos uma imaturidade, tanto cognitiva quanto de relacionamento, qual será o aproveitamento deste aluno numa série com exigências maiores, tanto no sentido comportamental, quanto de aprendizagem.

Tenho uma aluna que conheci no início de 2009, tem problemas sérios, tanto de aprendizagem quanto de risco social, foi abusada sexualmente por volta dos 5 e 6 anos, teve encaminhamento e atendimento a partir do segundo ano, mas no segundo semestre de 2009 sofreu abuso novamente. Ao final do ano foi promovida, é minha aluna de quarto ano, pré-silábica, não gosta de realizar atividades diferentes dos demais, por mais que sejam mais adequadas para suas necessidades. Ela, como tem baixa auto estima precisa sentir-se igual, nem que para isso ela faça só bolinha e imitações da escrita, segundo o que ela acredita ser a realização das atividades.
Percebo que há um esforço da parte da aluna por acompanhar a turma, tento ajudar, dando folhinhas com atividades diferenciadas, mas quando vejo, ela deixa de lado essas atividades e procura fazer o que todo está fazendo. Constatei que o relacionamento dela com os colegas do início do ano para cá melhorou significativamente, ela está bem mais comunicativa.

O que realmente me angustia é perceber que se ela estivesse num terceiro ano poderia acompanhar melhor e realmente fazer parte da inclusão na aprendizagem. Se continuar assim, a tendência é só aumentar a diferença no nível de aprendizagem que ela por si mesma irá sentir excluída, pelo fato de não conseguir realizar pelo menos parte do que a maioria faz.

Posso estar equivocada, mas a inclusão em que acredito não é feita dessa forma, onde um professor tem turmas com quase 30 alunos, com inúmeras dificuldades tendo que atender de forma inadequada alunos de inclusão, que somente pelo fato de serem de inclusão são promovidos aleatoriamente.