sexta-feira, 4 de julho de 2008

Trabalhando com Estimativas


Trabalhando com estimativas:

Como é a ultima atividade, decidi aplicar com minha turma da tarde, que são uma turmamultiseriada com alunos de terceira a quinta série e têm entre 9 a 11 anos. Para falar a verdade eles adoram quando a professora diz que alguma atividade prática para desenvolver com eles, talvez porque as atividades oferecidas saiam do convencional, o que proporciona momentos de lúdicos e de aprendizagens.
No dia anterior combinei com a turma que iríamos até a fruteira da Vinte, para comprarmos frutas e realizar a pesquisa sobre estimativas.

Antes de saírmos para a fruteira os alunos completaram a atividade abaixo para depois confrontarem com os dados obtidos na pesquisa.

Elaborei a seguinte atividade :Trabalhando com estimativas



Vamos pensar e apostar:
Medidas de peso
Quantas frutas há em: 1 KG 5 KG
Bergamota Pokan
Bergamota Comum
Maçã
Banana

Medindo com Distâncias



A) Quantos passos precisam dar do Sesi até a fruteira os colegas:

Andrei:............................................. Emerson:........................................
B) Qual é a distância em metros (m)?

.............................................................................................................................................
C) Qual é a distância em quilômetros (km)?

............................................................................................................................................
D) Como podemos fazer para medir distancias menores e maiores?


Antes dos alunos completarem o desáfio conversamos sobregradezas de medidas que usamos na nossa vida e também aquelas que os alunos aprendem nas suas escolas( já que a maioria já havia estudado sobre o assunto.

Ao completarem a tabela percebi que algumas crianças associavam que se para 1 kg de bergmota pokam eu preciso de 6 bergamotas, para 5 kg é só multiplicar por 5, mas, outros respondiam aleatoramente.

Escolhi dois meninos para calcularem a distância em passos: O Andrei, com 11 anos, 1m e 65 cm de altura e o Emerson, 9 anos , 1 m e 42 cm de altura. Questionei-os para pensarem em qual deles iria precisar dar mais passos e por que.

Combinamos que para tirar a dúvida sera feito o percurso de carro e cronometrado para saber os quilômetros percorrido do sesi até a fruteira.

Na fruteira algumas crianças se surprenderam em como tinham estimado longe do que realmente era. Então conversamos sobre questionamentos importântes que devem ser considerados nesses casos, como:

a) Deve-se pensar no tamanho de cada fruta; é o caso das bergamotas em que a pokam é maior que a comum;

b) A densidade da fruta, como a maçã que aparentemente era menor que uma pokam, mas para 1 kg, precisamos de de 5 maçãs e de pokam precisamos de 6 bergamotas;

c) Não foi possível pesagem exatas, porque a balança era eletrônica e para se ter exatidão teria que cortar a fruta e aí já entrávamos em outras questões como as unidades de medidas.

d) Os conceitos de distâncias a maioria dos alunos têm noção, acredito que seja porque eles fazem esses movimentos de deslocar-se no bairro e no mercado ou fruteira eles não têm o hábito de utilizar ou até mesmo pensar na utilidade de saber grandezas de medidas.;

Na avaliação final os alunos ficaram decepcionados com suas estimativas bem distanciadas do que realmente era. Os alunos que chegaram mais perto da resposta correta foram aqueles que procuraram usar a lógica para completar os questionamentos. A professora também esperava mais dos chutomêtros dos alunos, mas, acredito, que eles não estão acostumados a trabalhar matemática de forma contextualizada.

No sentido do lùdico e da compreensão do que se está sendo estudado foi bastante válida a experiência, pois eles logo, estabeleceram relações com o que estava em estudo e me pediram para fazer outra atividade dessa, agora que eles já têm mais noção.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Desfile dos bonés



Desfile individual...

Identidade



Entre as diversa atividades de Estudos Sociais que trabalhaei com minha turma este semestre, uma foi "Me identifico" . A partir de um trabalho sobre preferências musicais, perspectivas para o futuro, sonhos, aspirações e estilo individual, cada aluno projetou decorar um boné com suas preferências e aspirações. Escolhi o boné por ser uma peça que os pré adolescentes se identificam bastante. O envolvimento foi bastante grande pelos alunos que confeccionaram com diversos materiais objetos que simbolizam suas preferências sonhos e aspirações.
Para fazer um fechamento da atividade na festa junina os alunos realizaram um desfile com o boné decorado por eles. Foram convidados a turma dos pequenos para assistirem o desfile.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Direcionando o olhar...


Com a realização da síntese das aprendizagens do eixo IV, percebi que nós professofessores precisamos ter o olhar voltado para cada um dos nossos alunos para comprendernos o que realmente faz sentido para estes. Encontrei um pensamento de Roberto Crema que diz:
MUDAR O MUNDO: É mudar o OLHAR.
Do OLHAR que ESTREITA e SUBTRAI;
Para o OLHAR que AMPLIA e ENGRANDECE.
Do OLHAR que JULGA e CONDENA;
Para o OLHAR que COMPREENDE e PERDOA.
Do OLHAR que TEME e SE ESQUIVA;
Para o OLHAR que CONFIA e ATREVE.
Do OLHAr que SEPARA E EXCLUI;
Para o OLHAR que ACOLHE e RELIGA.
Todos os OLHARES num só OLHAR.
Acredito que esta frase fecha com o que aprendemos nas inerdisciplinas deste semestre.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Espaço e Forma

As noções de espaço e forma que eu tinha eram um tanto tanto restritas. Com as atividades relacionadas a espaço e forma pude compreender melhor algumas concepções que tinha muito supergficial, como por exemplo: explorar os espaços que nos cercam e que usamos no cotidiano, para reconhecer nele elementos que fazem parte do universo espacial da criança.
Estudos piagetianos apontam também que a criança considera primeiro, as relações topológicas de uma figura e, somente depois, as projetivas e as euclidianas, que são construídas quase que simultaneamente. Assim, as primeiras relações que a criança representa graficamente, são as de vizinhança, separação, ordem, entorno e continuidade; muito cedo, ela distingue figuras fechadas e abertas, diferencia interior e exterior de uma figura dada - noções topológicas. As chamadas relações projetivas são aquelas que vão permitir à criança, a constituição de uma Geometria do espaço exterior e não mais a partir de um único ponto de referência - ela própria - mas a partir da coordenação de diferentes pontos de vista; desse modo, noções como por exemplo, na frente/ atrás, à direita/ à esquerda, deixam de ser absolutas e passam a ser relativas (na frente/ atrás de que quem? à direita/ à esquerda de que/ quem?). As relações métricas surgem por último e implicam o uso de operações tais como: a partição de um todo em partes, para construir uma unidade de medida, o deslocamento para aplicar essa unidade de medida em forma reiterada, cobrindo toda a extensão do objeto das operações intelectuais, via a internalização das ações.
Com as atividades que apliquei com minha turma multiseriada de alunos, pude constatar o quanto são diferentes as concepções que algumas crianças têm sobre espaço e forma, penso que seja porque têm desde de muito cedo, aprendizagens descontextualizadas, ou seja são atividades que não fazem sentido para a criança, muito abstratas, para quem ainda está na fase das operações concretas.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Laços de Aprendizagens...


Gostaria de relatar um pouquinho de minhas aprendizagens no Pólo de Sapiranga, em razão de não dispor de internet em casa, tenho vindo realizar minhas atividades no Pólo.É muito interessante perceber que minhas aprendizagens ultrapassam o campo cognitivo e se estabelecem na base da afetividade principalmente das trocas que realizamos entre colegas e tutoras. Trocas essa, que me possibilitam aprender mais e de maneira mais descontraída. Muitas vezes tenho a sensação de que não vou conseguir realizar uma determinada tarefa, mas, chego no Pólo e sempre encontro ajuda...
Sábado(14/06), por exemplo, vim para aprender a inserir tabela, até agora tinha "empurrado com a barriga". Em poucos minutos descobri os passos com a ajuda da tutora, ou seja, vai na barra de ferramentas e coloca: inserir tabela, aparece uma janela que pede quantas colunas e quantas linhas,com ou sem bordas e vai em ok. Pronto. Já aprendi...
A semana passada uma colega precisava criar uma nova página no pbwiki e colocar no side bar. Então consegui, ajudá-la e também inserimos o link no rooda.
São essas aprendizagens que fazem a diferença e me deixa ciente de está valendo a pena cada minuto dedicado a este curso.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Sem Sombra de dúvidas....

Sem sombra de dúvida, a aula de ciências veio complementar mais um ciclo de mais uma importante interdisciplina. Todos sabemos da preocupação no mundo todo com o meio ambiente, a cada dia cresce a convicção de que a natureza e suas riquezas são patrimônio de toda a humanidade. Todos deveriam ter direito a água,ao ar puro, qualidade de vida... Mas a interferência do homem visando seu interesse individual, em busca da ganancia e o poder, faz com que se coloque em alerta quanto ao futuro do planeta. Pelas atividades realizadas quanto aos ciclos da Natureza, fica claro, para nós educadores,que devemos partir de pequenas ações , dentro de nossas salas de aula, com nossos alunos a fim de consciencializá-los da importância da validade de uma atitude individual para contribuir com o coletivo.
Sempre que tomamos uma atitude individual devemos ficar atentos em que aspecto essa ação terá reflexo no ambiente coletivo.Se nossos antepassados e políticos tivessem se preocupados mais com o coletivo Não teríamos tanta catástrofes no mundo de hoje.