quarta-feira, 28 de maio de 2008

Aprendendo com Matemática...

Através das atividades de matemáticas realizadas até este momento, pude constatar o quanto é importante a intervenção do professor, isto é, não basta fornecer conteúdos como coisas prontas, mas, apresentá-los aos alunos de tal forma que eles tenham a sensação da descoberta.
Descobertas essas que permitem associar as aprendizagens de matemáticas com a realidade que os alunos estão inseridos, ou seja, a compreensão de um assunto relacinado com algo do cotidiano do aluno, permite que este resolva problemas que não sejam apenas repetições de outros resolvidos somente dentro da sala de aula. Por exemplo, a atividade a seguir que desenvolvi com meus alunos
Mercadinho da higiene.

Montamos com as crianças um mini mercado de higiene. Os alunos fizeram pesquisa de preços e remarcamos as mercadorias, confeccionamos fichas com valores em 1, 2, 5 e 10 e reais e moedas de 5, 10, 25, 50 centavos.

Preço das mercadorias do mercadinho:

Creme dental: 1,50 sabonete: 0,90 escova dental: 2,50

Sabão em pó: 5,75 xampu: 3,25 esponja de banho: 1,00

Pente: 0,50 toalha de banho: 9,90 toalha de rosto: 5,00

Condicionador: 3,50 gel p/ cabelo: 2,80 escova de cabelo: 4,50

Os alunos de terceiro ano, foram organizados em 4 grupos de três alunos e cada grupo dispunha de valores diferentes para gastar nas compras. Por exemplo: O grupo 1, tinha 10 reais +2 reais +1 real +50 centavos + 10 centavos.

Os alunos de quarto ano, foram organizados em grupos de 3 alunos, para atuarem como banco.

Cada grupo fazia suas compras. Depois prestava contas para os grupo/banco.

Questões exploradas:

Com o dinheiro que o grupo possui, quantas mercadorias se pode comprar? Sobra troco? Quanto? Para obter 10 reais quantas fichas de 1 real é preciso? E de 2 e de 5 reais?

Com quantas moedas de 5 centavos é preciso para obter 1 real? E de 10 centavos, 25 ou 50?

Alguns fatos são interessante de se perceber com as crianças quando se trata de questões relacionadas a dinheiro. Percebe-se logo aqueles que estão mais familiarizados com o uso deste no seu cotidiano. É o caso do meu aluno Oséias, que o pai é catador, ele, apesar de apresentar várias dificuldades de aprendizagens, domina cálculos mental muito bem, porque os usa no seu cotidiano. Também constatei, que algumas crianças, não têm muita noção de metade e dobro, é o caso da aluna Larissa, de 9 anos e do Gabriel, de 8 anos.

Através desta atividade que apliquei com meus alunos, baseada no assunto que eles estavam estudando em suas escolas (problemas matemáticos, a partir da visita à Feira do Agricultor do Município) e também com o tema que nós do Sesi (Hábitos de Higiene), estamos desenvolvendo esta semana. Percebi o quanto foi interessante às pequenas descobertas deles envolvendo cálculo mental, valores, quantidades, descontos... É claro que posso explorar com eles muito mais e na medida do possível é o que faremos. Na verdade as crianças parecem gostar das descobertas que fazem, pois, interagem umas com as outras. Fazendo suas descobertas.

terça-feira, 20 de maio de 2008

socializando aprendizagens....


Blogger Simone disse...

Oi Elci, te colocaste vários desafios de aprendizagens! Vou aguardar a socialização de teus resultados para podermos conversar sobre eles. Comentaste que às vezes te sente como regredindo e não andando pra frente. Fiquei pensando que o aprender gera um pouco esse movimento de avanços e de vez em quando recuos. O que achas?

Realmente Simone, percebo que para ocorrerem aprendizagens é necessário esse processo de avanço e recuos, mas as vezes quem está de fora percebe muito mais, por exemplo, no meu trabalho uma colega comentou o quanto eu evoluí. Fiquei contente e pedi para ela justificar, então me dei conta de que muitas aprendizagens aqui do pead, já estão sendo inseridas no meu trabalho. Por exemplo ao trabalhar a família com meus alunos, trabalhei em parceria com a professora de informática, isto porque o meu planejamento estava voltado para isso. Elaboramos uma apresentação com slides, os alunos desenharam a família no paint, também alguns fizeram suas linhas de tempo no computador.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Linha de Tempo de Meus Alunos


Para complementar a atividade do Estudo Teórico Prático, realizei com meus alunos, que são crianças de 8 a 11 anos de idade, duas atividades que contemplam algumas concepções de tempo e espaço.
Num primeiro momento elaboramos em sala de aula uma entrevista/pesquisa, para os alunos realizarem em casa com seus familiares, sobre a história de vida de cada um desde do nascimento.
Após a pesquisa feita os alunos trouxeram fotos realizamos em sala de aula uma linha de tempo com fotos e acontecimentos ocorridos na vida de cada um. A maioria das crianças traçou sua trajetória de vida marcada por acontecimentos ligados à afetividade e também a busca de melhores condições de vida e as migrações se fazem bastante presente. Não foi deixado de mencionar eventos como festas de aniversários, primeiro dia de aula, tombos e peraltices.
Comparando com as concepções dos adultos as perda afetivas não são muito salientadas pelos meus alunos.
Levei meus alunos até o laboratório de informática e mostrei a minha linha de tempo que eu fiz. eles acharam tão interessante que alguns decidiram fazer uma também, no computador. Conversei com a professora de informática e ficou então combinado que na próxima semana irão desenvolver uma linha de tempo no computador.
Gostaria de salientar o quanto foi importante e prazeroso desenvolver estas atividades com as crianças, eles sentiram os verdadeiros sujeitos de suas trajetórias de vida. Após o término da atividade, os trabalhos foram expostos, onde todos passaram a olhar e comentar as história uns dos outros.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Minha História de Vida.

http://www.xtimeline.com/timeline/Minha-Hist-243-ria-de-Vida
Após viver alguns momentos de angústias e ansiedades, desde de que começamos este semestre, percebo aflorar algumas aprendizagens que considero importantes. Tive muita dificuldade para realização da linha de tempo da ativ.1 de Tecnologia e Educação, tanto é que fiz pela metade. Mas ontem(28/04), uma das tutoras de Pólo me deu as dicas para inserir fotos, reeditar eventos...Enfim, consertei a linha de tempode tecnologia e tirei o dia de hoje, para construir uma linha tempo, no mesmo site, só com eventos da Minha vida.
Acredito, que aqui estão resumidas algumas das aprendizagens das quais almejo e coloquei no meu plano individual de estudos.E o mais importante de tudo que estas foram realizadas já com bastante autonomia.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Plano Individual de Estudo

O que desejo aperfeiçoar e aprender durante este semestre:
  • Usar as diversas ferramentas de um editor de texto ( formatar, definir acabamento...).
    Usar e trabalhar com power point.
    Utilização plena das ferramentas para apresentações em Power point.

  • Salvar e inserir imagens, figuras, giffs animados.
  • Mexer nas imagens (diminuir, aumentar, recortar)
  • Criar tabelas simples no word.
  • Trabalhar com links
A partir do momento que ingressei na UFRGS, tenho feito uso de diversas ferramentas tecnológicas, acredito, que até já fiz bastante progresso, mas na maioria das vezes me sinto muito insegura, quando os professores solicitam determinadas atividades que não consigo resolvê-las sozinha( principalmente as de tecnologia), me sinto bastante angustiada, por isso coloquei que as aprendizagens que desejo aprender são coisas simples, como por exemplo, inserir fotos na linha tempo, pois tenho as fotos salvas e não consegui colocar na linha de tempo. Parece que em vez estar andando para a frente, me sinto regredindo....


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Números e operações-Atividade-4

Unindo o útil ao agradável, aproveitei que meus alunos de terceira série, estão em suas escolas trabalhando a história de Sapiranga, visto que a cidade foi colonizada por imigrantes alemães, italianos e portugueses. Estes por sua vez trouxeram técnicas de cultivo agrícula de milho, mandioca, batata, frutas e lactícinios que deixaram essa tradição até os dias de hoje. Sapiranga desenvolveu-se na área industrial, tornou-se urbana, mas ainda cultiva suas raízes rural. Todos os sábados e quartas-feiras, os colonos, na maioria de origem alemã, descem o morro e vêm vender seus produtos cultivados numa feira própria, perto do Parcão.

Meus alunos visitaram essa feira, fizeram entrevistas, pesquisa de preços e de produtos. Também levaram dinheiro de casa e compraram de verdade. Na realização dos temas mandado por suas professoras, estavam tendo dificuldade de compreensão, por exemplo: Eles tinham uma tabela com vários preços de mercadoria e precisam reolver algumas questões como: "...se Maria comprou 5 itens de produtos..." "...João pagou 10 reais por potes de chimia, quanto custou cada pote? ". Foi aí que resolvi intervir e apartir dos dados coletados pelos alunos, criamos coletivamente história matemáticas:

Matemática da feira:

a) A Laura levou para gastar na feira 7 reais, ela comprou 2 pernas de linguiça por R$ 3;00, tempero verde por R$ 0,75, 12 saches de mel por R$ 0,10 cada e 2 saches grandes de mel pór R$ 0, 50, cada. Pergunta-se:

*Quanto Laura gastou e quanto recebeu de troco?

b) Gustavo durante a visita à feira comprou 1 pacote waffer, que custava 4 reais, mas a dona da banca fez um desconto de 1 real. Como Gustavo tinha levado R$ 13, 00, ele comprou mais 2 pacotes de bolacha caseira a R$ 2,50, cada um. Pergunta-se:

*Quanto custou seu waffer? Quanto gastou no total? Quanto sobrou de troco?

c) A mãe da karol deu R$ 10,00 para as compras e pediu que ela comprasse salsa e massa. Ela pagou R$ 0,75 pela salsa e R$ 3,00 pela massa caseira. Pergunta-se:

*Quanto Karol gastou? Quanto restou de troco? Ah! Se ela tivesse comprado mais 3 pacotes de bolacha teria dinheiro suficiente para pagar?

Gostaria de comentar que essas atividades desenvolvi num primeiro momento com os alunos de terceira série, que realmente fizeram a visita à feira do agricultor,mas, num segundo momento apliquei com o restante da turma que são alunos de quarta séries. Percebi que o primeiro rupo de alunos, que vivenciou a experiência, teve mais facilidade em resover as questões, apesar de serem de série menores, eles usaram bastante do cálculo mental, alguns com valores aproximados. Já os maiores queriam logo partir para o cálculo escrito, alguns tiveram dificuldades de montar a conta, na verdade, teve alguns que me perguntaram: " ...É demais, ou de menos? Tem que fazer 2 contas. Isso só vem confirmar o quanto é importante que se trabalhe a matemática que faça significado para a criança, que ela consiga visualiza-la na sua realidade cotidiana. Sei que a partir de atividades desse tipo podem ser explorados diversos campos, como por exemplo: o aluno que não conseguia resolver a questão dos itens, era porque ele não sabia o que era item. As vezes a dificuldade está na interpretação ou nas palavras que diferem do vocabulário das crianças.