Ao realizar as leituras dos textos: "Parecer sobre as Diretrizes Curriculares" de Jamil Cury e "Jovens e Adultos como Sujeitos de Conhecimento e Aprendizagens", de Martha Kohl de Oliveira, percebi que tratam de questões que já são nossas velhas conhecidas. Já no semestre anterior tratamos das questões dos direitos humanos como a inclusão social de Pessoas com necessidades especiais e também dos negros, índios e pobres.
Pelo panorama apresentado essa é também uma questão que trata da inclusão de milhares de brasileiros. Fiquei alarmada de que no Brasil existem mais de quinze milhões de pessoas acima dos dezesseis que são analfabetos. Ora, como constatei existem leis que garantem a acessibilidade a todos a alfabetização mesmo que essa não tenha acontecido na idade adequada. Entretanto, em nosso país, existem muitas leis que ficam somente no papel e que por falta de vontade política e até mesmo conscientização da própria população em exigir seus direitos ficam colocadas em segundo plano. O perfil das pessoas analfabetas reflete algumas questões culturais e históricas como a das famílias residentes na zona rural e também o próprio sistema capitalista que procura reproduzir um povo ignorante na parte da escolarização para poder manipular a vontade.
Sapiranga representa uma semelhança muito grande com o perfil da maioria dos analfabetos do restante do país, ou seja, muitos são migrantes do interior rural do Rio Grande do Sul, que desescolarizados, vieram em busca de uma vida melhor. A vinte ou trinta anos atrás aqui chegavam e logo arrumavam empregos nas fábricas de calçados, mesmo não sabendo ler e escrever. Mas, hoje, tudo mudou, as empresas pedem currículo, escolaridade de Ensino Fundamental, para serviços gerais e com isso cresceu a miséria e a pobreza.
Para muitas gerações é uma questão cultural onde, desde muito cedo precisam aprender a sobreviver perpetuando as situações de analfabetismo.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Mais um passo...
Estamos mais uma vez diante de um recomeço. Um novo semestre com muitos desafios para enfrentarmos. Ao olhar para atrás percebo uma caminhada de muitas aprendizagens que a cada novo dia vão se consolidando. Desde pequenas aprendizagens como navegar na web até outras maiores como uma síntese ou até mesmo o workshop me fazem ter a certeza de ter valido a pena todas as dificuldades enfrentadas durante este percurso.
Tenho muito orgulho de fazer parte deste curso que, com certeza, se tornará referência em termos de Educação à distância. Sei que entraremos para história da Educação não só em Sapiranga como também para o Rio grande do Sul e até mesmo o restante do País.
Mas como tem sido de praxe a cada novo recomeço bate aquela insegurança de que não vou conseguir dar conta de tantas atividades tendo tantas outras atribuições como profissional e pessoal. Sei que será preciso estabelecer prioridades e nesse aspecto tenho que fazer determinadas escolhas onde sempre alguém sai perdendo. Então sobra para o lazer e atenção a família. Acredito que com empenho e dedicação conseguirei ultrapassar mais essa etapa e então ter saúde e perseverança para enfrentar o último ano dessa jornada que está sendo fazer essa graduação.
Tenho muito orgulho de fazer parte deste curso que, com certeza, se tornará referência em termos de Educação à distância. Sei que entraremos para história da Educação não só em Sapiranga como também para o Rio grande do Sul e até mesmo o restante do País.
Mas como tem sido de praxe a cada novo recomeço bate aquela insegurança de que não vou conseguir dar conta de tantas atividades tendo tantas outras atribuições como profissional e pessoal. Sei que será preciso estabelecer prioridades e nesse aspecto tenho que fazer determinadas escolhas onde sempre alguém sai perdendo. Então sobra para o lazer e atenção a família. Acredito que com empenho e dedicação conseguirei ultrapassar mais essa etapa e então ter saúde e perseverança para enfrentar o último ano dessa jornada que está sendo fazer essa graduação.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Aprendizagens...
Ao realizar a síntese deste semestre percebi que ao longo deste período as minhas aprendizagens foram tornando-se interdisciplinares, ou seja, ao tratarmos das questões étnicas raciais estamos tratando da inclusão social. Para termos uma inclusão social de qualidade precisamos estar preparadas para tratarmos de diferentes casos que teremos em nossas salas de aula. Para isso é muito importante o que aprendemos em Psicologia, mais especificamente estudando um pouco sobre a epistemologia da genética, que segundo Piaget, precisa levar em consideração os estágios do desenvolvimento humano, o método clínico e também a importância da ação do professor no processo de aprendizagens dos alunos.
Através do filme “Entre os muros da escola”, podemos constatar de que apesar do filme se passar em outro contexto, em muito se assemelha com a realidade vivenciada em nossas escolas onde temos diferentes situações para o professor administrar em sua sala de aula. Muitas vezes o professor, apesar de buscar proporcionar para seu alunos uma educação significativa e de qualidade, nem sempre obtém êxito por diversas razões que escapam da competência do docente envolvendo outros segmentos e normas da própria escola e sociedade
Através do filme “Entre os muros da escola”, podemos constatar de que apesar do filme se passar em outro contexto, em muito se assemelha com a realidade vivenciada em nossas escolas onde temos diferentes situações para o professor administrar em sua sala de aula. Muitas vezes o professor, apesar de buscar proporcionar para seu alunos uma educação significativa e de qualidade, nem sempre obtém êxito por diversas razões que escapam da competência do docente envolvendo outros segmentos e normas da própria escola e sociedade
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Sala de aula Construtivista
Todos sabemos da importância do papel do professor no processo de aprendizagem, mas precisamos estar atentos à ação deste, pois é dela que desencadeia a construção de conhecimentos.
Para a epistemologia genética a ação é promotora de aprendizagem. Piaget acreditava que a aprendizagem acontece a partir da ação do sujeito, sendo que essa ação pode ser física ou mental.
Para que ocorra a ação do professor é necessário a facilitação para o aluno com uma sala de aula construtivista. A sala de aula construtivista necessita da percepção do professor para descobrir em que determinado estádio do desenvolvimento encontram seus alunos. Uma criança da mesma idade pode estar em estádios diferentes. Os estádios do desenvolvimento são: Período sensório motor (18 meses), Pré- operacional (18 meses- 6 anos), Operacional concreto( 6 a 12 anos) e Operacional formal( 12 anos em diante).
A tomada de consciência de que a ação do professor tem suma importância no desenvolvimento do aluno baseia-se na sala de aula construtivista, onde a base do construtivismo é a equilibração. O processo de equilibração é equilibrar e desiquilibrar. O professor deve ter em mente que o quê desequilibra um sujeito não desequilibra o outro. Isto porque cada sujeito vê o objeto de aprendizagem de forma diferente. O conceito é a essência do objeto.
Para a epistemologia genética a ação é promotora de aprendizagem. Piaget acreditava que a aprendizagem acontece a partir da ação do sujeito, sendo que essa ação pode ser física ou mental.
Para que ocorra a ação do professor é necessário a facilitação para o aluno com uma sala de aula construtivista. A sala de aula construtivista necessita da percepção do professor para descobrir em que determinado estádio do desenvolvimento encontram seus alunos. Uma criança da mesma idade pode estar em estádios diferentes. Os estádios do desenvolvimento são: Período sensório motor (18 meses), Pré- operacional (18 meses- 6 anos), Operacional concreto( 6 a 12 anos) e Operacional formal( 12 anos em diante).
A tomada de consciência de que a ação do professor tem suma importância no desenvolvimento do aluno baseia-se na sala de aula construtivista, onde a base do construtivismo é a equilibração. O processo de equilibração é equilibrar e desiquilibrar. O professor deve ter em mente que o quê desequilibra um sujeito não desequilibra o outro. Isto porque cada sujeito vê o objeto de aprendizagem de forma diferente. O conceito é a essência do objeto.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Projeto de Aprendizagem
Ao realizarmos nossas atividades referente ao nosso PA,(grupo 5), do qual optamos, em comum acordo, em darmos prosseguimento ao que desenvolvemos em 2008. Em vista de que se trata de assunto de vital importância para a sobrevivência da humanidade.
Precisamos imediatamente de ações individuais e coletivas que realmente façam a diferença imediatamente e no futuro de nossos filhos e netos.
Percebo que quanto ao trabalho interativo ainda temos dificuldades de avançarmos e trabalharmos coletivamente. Ainda prevalece a necessidade do sistema presencial, “olho no olho”. Como temos dificuldades de nos reunirmos virtualmente em função de dificuldades tecnológicas e de horários, ficamos limitadas em determinadas situações, muitas vezes, tendo que tomar a iniciativa de fazer determinadas tarefas sem a participação integral do grupo. Mas, são atitudes tomadas em função do bom andamento do projeto, que em função do tempo e da quantidade de atribulação que todas temos nos dificultam alguns procedimentos.
Entretanto de uma forma ou de outra estamos sempre tentando inserir a participação de todas, sendo que todas temos acesso ao nosso grupo tendo a autonomia de agir e comunicarmos através de mensagens, que podem ser por e-mail, telefone msn ou outros.
Acredito que nosso grupo é bastante comprometido e de uma diversidade grande, mas é a partir das diferenças que podemos crescer e obter verdadeiras aprendizagens. Como estudamos na interdisciplina de Psicologia o processo em que ocorre aprendizagem nem sempre é fácil, sendo que muitas vezes pode ser até doloroso.
Precisamos imediatamente de ações individuais e coletivas que realmente façam a diferença imediatamente e no futuro de nossos filhos e netos.
Percebo que quanto ao trabalho interativo ainda temos dificuldades de avançarmos e trabalharmos coletivamente. Ainda prevalece a necessidade do sistema presencial, “olho no olho”. Como temos dificuldades de nos reunirmos virtualmente em função de dificuldades tecnológicas e de horários, ficamos limitadas em determinadas situações, muitas vezes, tendo que tomar a iniciativa de fazer determinadas tarefas sem a participação integral do grupo. Mas, são atitudes tomadas em função do bom andamento do projeto, que em função do tempo e da quantidade de atribulação que todas temos nos dificultam alguns procedimentos.
Entretanto de uma forma ou de outra estamos sempre tentando inserir a participação de todas, sendo que todas temos acesso ao nosso grupo tendo a autonomia de agir e comunicarmos através de mensagens, que podem ser por e-mail, telefone msn ou outros.
Acredito que nosso grupo é bastante comprometido e de uma diversidade grande, mas é a partir das diferenças que podemos crescer e obter verdadeiras aprendizagens. Como estudamos na interdisciplina de Psicologia o processo em que ocorre aprendizagem nem sempre é fácil, sendo que muitas vezes pode ser até doloroso.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Desenvolvimento Moral:
Segundo a teoria piagetiana baseados em estudos construtivistas a criança desenvolve sua aprendizagem de acordo com o meio em que está inserida e das relações que acercam. Constata-se que o desenvolvimento moral não está separado dessa premissa.
Em meu cotidiano escolar posso constatar esse fato seguidamente, onde por mais esforços que nós educadores possamos fazer para oferecer uma educação onde prevaleçam valores étnicos morais corretos, somos interpelados por valores distorcidos aprendidos no meio familiar ou mesmos com aqueles com quem nossas crianças se relacionam. As famílias encontram num total caos de desestruturação, onde a mãe e avós são quem mais aparece como figura provedora de sustento. As pessoas precisam sair para trabalhar deixando seus filhos a mercê da televisão, de convivências com outras crianças que também não tem um referencial de limites adequados.
São essas crianças que temos em nossas salas de aulas, para tentarmos de alguma forma inserir uma concepção adequada de valores étnico e moral. Uma das maiores dificuldades encontradas são a apatia e acomodação de achar que as coisas sempre foram assim e que não vão mudar.
Penso que precisamos trabalhar mais com essas questões, já que é imprencindivel para que tenhamos num futuro cidadão éticos e consciente de seu verdadeiro papel na sociedade.
Em meu cotidiano escolar posso constatar esse fato seguidamente, onde por mais esforços que nós educadores possamos fazer para oferecer uma educação onde prevaleçam valores étnicos morais corretos, somos interpelados por valores distorcidos aprendidos no meio familiar ou mesmos com aqueles com quem nossas crianças se relacionam. As famílias encontram num total caos de desestruturação, onde a mãe e avós são quem mais aparece como figura provedora de sustento. As pessoas precisam sair para trabalhar deixando seus filhos a mercê da televisão, de convivências com outras crianças que também não tem um referencial de limites adequados.
São essas crianças que temos em nossas salas de aulas, para tentarmos de alguma forma inserir uma concepção adequada de valores étnico e moral. Uma das maiores dificuldades encontradas são a apatia e acomodação de achar que as coisas sempre foram assim e que não vão mudar.
Penso que precisamos trabalhar mais com essas questões, já que é imprencindivel para que tenhamos num futuro cidadão éticos e consciente de seu verdadeiro papel na sociedade.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
FÓRUM< ACESSIBILIDADE > INCLUSÃO
Fórum Permanente da Política Pública Estadual para Pessoas com Deficiências e Pessoas com Altas Habilidades.
Nos dias 27 e 28 de maio ocorreu em sapiranga a septuagésima quarta Plenária do Fórum Permanente da Política Pública Estadual para Pessoas com Deficiências e Pessoas com Altas Habilidades. Participaram do evento diversa entidades relacionadas ao assunto, mas a maioria eram professores, as colegas do PEAD estavam quase todas.
Foi bastante interessante ouvirmos e debatermos sobre esse assunto de extrema importância para a nossa sociedade. Em termos d e regulamentação de leis não tivemos novidade, pois já tínhamos debatido neste sementre nas interdisciplinas de Questões Raciais e Inclusão. Foi esclarecedor perceber que a lei existe, mas que deve ser colocada em prática articulada com os diversos segmentos das esferas políticas, ou seja, União, Estados e Municípios. Essas políticas devem ser cobradas pelo povo através do apelo pela consciência moral dos políticos. Ora, sabemos que ainda estamos muito atrasados nesse quesito, pois ainda há muitas pessoas que trocam seu voto por pequenos favorecimentos pessoais e são esses políticos que irão para o poder.
Constatamos que a maioria dos prazos estabelecidos para que sejam feitas as adequações necessárias para que as pessoas tenham acesso aonde precisam ir, estão esgotados e, no entanto, pouco realmente foi colocado em prática. A maioria das escolas de nossos municípios e cidades vizinhas não estão preparadas para receber os alunos com necessidades especiais. A escola em que atuo é exemplo, foi ampliada a pouco tempo e não tem rampa de acesso a cadeirantes, assim como também a maioria das escolas tanto municipais como estaduais.
O debate sobre esse assunto tão importante foi direcionado para todos os direitos de todas as pessoas a acessibilidade em todos os segmentos, ou seja, do direito à saúde, à educação, ao trabalho, ao lazer, à educação ambiental. Me chamou a atenção O acesso à educação ambiental, já que no RS temos 23 reservas ambientais e todas sem acesso a qualquer pessoa com deficiência.
Para finalizar, nesse Fórum ficou claro, que precisamos articular parecerias para buscar a implementação de políticas públicas que possibilitem acessibilidade da inclusão social em todos os segmentos da sociedade.
Nos dias 27 e 28 de maio ocorreu em sapiranga a septuagésima quarta Plenária do Fórum Permanente da Política Pública Estadual para Pessoas com Deficiências e Pessoas com Altas Habilidades. Participaram do evento diversa entidades relacionadas ao assunto, mas a maioria eram professores, as colegas do PEAD estavam quase todas.
Foi bastante interessante ouvirmos e debatermos sobre esse assunto de extrema importância para a nossa sociedade. Em termos d e regulamentação de leis não tivemos novidade, pois já tínhamos debatido neste sementre nas interdisciplinas de Questões Raciais e Inclusão. Foi esclarecedor perceber que a lei existe, mas que deve ser colocada em prática articulada com os diversos segmentos das esferas políticas, ou seja, União, Estados e Municípios. Essas políticas devem ser cobradas pelo povo através do apelo pela consciência moral dos políticos. Ora, sabemos que ainda estamos muito atrasados nesse quesito, pois ainda há muitas pessoas que trocam seu voto por pequenos favorecimentos pessoais e são esses políticos que irão para o poder.
Constatamos que a maioria dos prazos estabelecidos para que sejam feitas as adequações necessárias para que as pessoas tenham acesso aonde precisam ir, estão esgotados e, no entanto, pouco realmente foi colocado em prática. A maioria das escolas de nossos municípios e cidades vizinhas não estão preparadas para receber os alunos com necessidades especiais. A escola em que atuo é exemplo, foi ampliada a pouco tempo e não tem rampa de acesso a cadeirantes, assim como também a maioria das escolas tanto municipais como estaduais.
O debate sobre esse assunto tão importante foi direcionado para todos os direitos de todas as pessoas a acessibilidade em todos os segmentos, ou seja, do direito à saúde, à educação, ao trabalho, ao lazer, à educação ambiental. Me chamou a atenção O acesso à educação ambiental, já que no RS temos 23 reservas ambientais e todas sem acesso a qualquer pessoa com deficiência.
Para finalizar, nesse Fórum ficou claro, que precisamos articular parecerias para buscar a implementação de políticas públicas que possibilitem acessibilidade da inclusão social em todos os segmentos da sociedade.
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