quinta-feira, 17 de abril de 2008

Números e operações-Atividade-4

Unindo o útil ao agradável, aproveitei que meus alunos de terceira série, estão em suas escolas trabalhando a história de Sapiranga, visto que a cidade foi colonizada por imigrantes alemães, italianos e portugueses. Estes por sua vez trouxeram técnicas de cultivo agrícula de milho, mandioca, batata, frutas e lactícinios que deixaram essa tradição até os dias de hoje. Sapiranga desenvolveu-se na área industrial, tornou-se urbana, mas ainda cultiva suas raízes rural. Todos os sábados e quartas-feiras, os colonos, na maioria de origem alemã, descem o morro e vêm vender seus produtos cultivados numa feira própria, perto do Parcão.

Meus alunos visitaram essa feira, fizeram entrevistas, pesquisa de preços e de produtos. Também levaram dinheiro de casa e compraram de verdade. Na realização dos temas mandado por suas professoras, estavam tendo dificuldade de compreensão, por exemplo: Eles tinham uma tabela com vários preços de mercadoria e precisam reolver algumas questões como: "...se Maria comprou 5 itens de produtos..." "...João pagou 10 reais por potes de chimia, quanto custou cada pote? ". Foi aí que resolvi intervir e apartir dos dados coletados pelos alunos, criamos coletivamente história matemáticas:

Matemática da feira:

a) A Laura levou para gastar na feira 7 reais, ela comprou 2 pernas de linguiça por R$ 3;00, tempero verde por R$ 0,75, 12 saches de mel por R$ 0,10 cada e 2 saches grandes de mel pór R$ 0, 50, cada. Pergunta-se:

*Quanto Laura gastou e quanto recebeu de troco?

b) Gustavo durante a visita à feira comprou 1 pacote waffer, que custava 4 reais, mas a dona da banca fez um desconto de 1 real. Como Gustavo tinha levado R$ 13, 00, ele comprou mais 2 pacotes de bolacha caseira a R$ 2,50, cada um. Pergunta-se:

*Quanto custou seu waffer? Quanto gastou no total? Quanto sobrou de troco?

c) A mãe da karol deu R$ 10,00 para as compras e pediu que ela comprasse salsa e massa. Ela pagou R$ 0,75 pela salsa e R$ 3,00 pela massa caseira. Pergunta-se:

*Quanto Karol gastou? Quanto restou de troco? Ah! Se ela tivesse comprado mais 3 pacotes de bolacha teria dinheiro suficiente para pagar?

Gostaria de comentar que essas atividades desenvolvi num primeiro momento com os alunos de terceira série, que realmente fizeram a visita à feira do agricultor,mas, num segundo momento apliquei com o restante da turma que são alunos de quarta séries. Percebi que o primeiro rupo de alunos, que vivenciou a experiência, teve mais facilidade em resover as questões, apesar de serem de série menores, eles usaram bastante do cálculo mental, alguns com valores aproximados. Já os maiores queriam logo partir para o cálculo escrito, alguns tiveram dificuldades de montar a conta, na verdade, teve alguns que me perguntaram: " ...É demais, ou de menos? Tem que fazer 2 contas. Isso só vem confirmar o quanto é importante que se trabalhe a matemática que faça significado para a criança, que ela consiga visualiza-la na sua realidade cotidiana. Sei que a partir de atividades desse tipo podem ser explorados diversos campos, como por exemplo: o aluno que não conseguia resolver a questão dos itens, era porque ele não sabia o que era item. As vezes a dificuldade está na interpretação ou nas palavras que diferem do vocabulário das crianças.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

PPENSANDO E REPENSANDO ESTUDOS SOCIAIS

Refletir sobre o ensino de Estudos Sociais, me reporta para os os meus tempos de séries iniciais, na infância, onde, eu estudava numa escolinha rural, com uma só professora, de primeira à quarta série. Essa professora era leiga, desempenhava o papel de prof., merendeira, secretária e diretora. Nossas aulas de Estudos Sociais eram bastante lúdicas, saímos para fora da sala de aula para aprendermos sobre os pontos cardeais, visitávamos as casas dos colegas e fazíamos entrevistas e pequenique com pessoas da comunidade. Naquele tempo o enfoque sobre o civismo era muito forte, até hoje, lembro-me dos hinos que cantávamos, das apresentações e desfile cívico ( sem muitos recursos ), que também envolvia muito a comunidade.
Hoje, percebo que na maioria das escolas o ensino de Estudos Sociais é dado de forma teórica, ou seja, dentro da sala de aula, através do livro didático, longe da compreensão do aluno. É preciso, que o professor repense, valorize e faça planejamentos visando resgatar as memórias, tanto familiar, quanto do bairro, da cidade ou da escola, buscando fazer com seus alunos possam compreeder Estudos Sociais como parte do seu contexto social.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

REDESCOBRIDO CIÊNCIAS


A primeira atividade de ciências foi bastante interesssante, pude constatar que através de uma simples atividade podemos trabalhar conceitos bastante profundos que nos mostram nossas aprendizagens ou imagens que temos de determinadas coisas. Podemos constatar aquilo que é comum, como foi o exemplo de desenharmos o mesmo tipo de desenho para as palavras coração, pé, estrada e árvore, também podemos perceber as diferentes imagens que temos de ácido, força e luz.

REPENSANDO MATEMÁTICA

Pensar, refletir e trocar idéias sobre o ensino de matemática nos primeiros anos me fascina bastante. Estamos cercados de pessoas( principalmente, crianças e adultos), que dizem não gostar de matemática, quando na verdade não compreende-a, ou não conseguem dar sentido e associá-la ao cotidiano de suas vidas.
Acredito que a matemática que estamos oferendo nas nossas escolas é uma das grandes culpadas por tal situação, pois, ela chega de forma abstrata, em quantidade, não em qualidade e que para as crianças não possuem significado.
Com as primeiras atividades podemos perceber que existem diversas maneiras de inovar, sem ter que fazer mágicas. Para trabalhar conceitos de seriação e classificação, podemos usar material concreto e coisas do dia-a-dia dos alunos. Os blocos lógicos, as sucatas, os folhetos de mercados, as próprias crianças, nos oferecem "n" possibilidades, para explorar. Aprendi que a classificação enfatiza as semelhanças entre os elementos das coleções, já a seriação trabalha mais com as diferenças entre eles.
Parece que o grande diferencial desta interdisciplina vais ser uso das tecnológias. É bastante interessante e estimulante trabalhar atividades tão tecnológicas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Tecnologia e Educação

http://www.xtimeline.com/timeline/Tecnologia-e-Educa-231-227-o

Ao realizar a leitura do texto de Maria Candido de Moraes, sobre informática Educativa no Brasil, pude refleti sobre alguns aspectos relacionados com a minha tragetória de vida e o avanço tecnológico no país. Constatei, alguns fatos que talvez expliquem esse "bloqueio tecnológico" que ainda estão intrínsicos em minha pessoa. Percebi que desde do início dos anos 70, onde foram tomadas as primeiras iniciativas em relação ao uso das tecnologia na educação, até o ano de 1984(ano em que fui para a cidade), o que minha família tinha de mais avançado tecnologicamente, dizendo, era um rádio-SEMP, que funcionava com 6 pilhas e uma antena feita com arame, e chumaços de bombril, sustentados por uma taquara.
Acompanhando o desencadear de realizações e ações, nos anos 90, época em que eu já atuava com professora na rede municipal de Sapiranga, mas também sem contato com as tecnologias que já facilitavam a vida de muitas pessoas. Na verdade só fui conhecer realmente um computador em 2000, quando adquiri um para uso dos filhos, mas eu só olhava-o, sem tocá-lo...
Para a minha vida pessoal e profissional estou tendo aprendizagens, que começam a fazer diferença...Por isso, sempre que penso que não vou conseguir, lembro-me do ditado popular "Antes tarde do que nunca" E como diz o Professor Crediné "Depende de vocês", ou seja, depende de nós...

sexta-feira, 28 de março de 2008

APRENDIZAGENS REFLEXIVAS 2007- II

Síntese reflexiva da presentação oral do eixo III: Quando comecei a preparar a apresentação oral das minhas aprendizagens, tive dificuldades em sintetizar as idéias principais, tanto é que depois de pronto levei até o Pólo e uma das Tutoras sugeriu-me que para ficar melhor deveria ser "enxugado". Então voltei para casa e refiz. Com isso aprendi que é preciso humildade, pedir ajuda e recomeçar ou refazer, se preciso for. Depois de pronto, meu trabalho ficou bem legal , pois, mostrava de forma sintetizada e alegre o que aprendi no decorrer do semestre.
No dia da apresentação ficamos sabendo como iria transcorrer e que o meu grupo ia da Cristiane até a Fram. Como o Professor Crediné estava impossibilitado de comparecer, tivemos a Coordenadora do Curso como avaliadora e a Melissa. A princípio estávamos muito nervosos e ansiosos. A primeira colega a se apresentar foi a Cristiane e ela se saiu muito bem. Já eu, quando chegou a minha vez fiquei bastante nervosa, gaguejei e no momento que foi levantada a placa de dois minutos eu ainda estava na parte I da Síntese. Então "atropelei" o restante da explanação.
Ao final das apresentações tivemos um momento, que foi bastante proveitoso e esclarecedor, onde colocamos nossas dúvidas, angústias e realizações em debate . Coversamos sobre a importância de estamos realizando este curso da UFRGS, das quais seremos pioneiros, nessa modalidade e que apesar de ser um curso bastante exigido, ele nos abre um leque de possibilidades que vêm acrescentar, em nossas vidas, qualificação profissional e realização pessoal.

APRENDIZAGENS REFLEXIVAS 2007- I

Síntese reflexiva do Portfólio: Ao realizar a síntese do portfólio, constatei que as aprendizagens que obtive não ocorreram somente no terceiro eixo, mas, sim desde da minha entrada na UFRGS, em abril/2007. Tive muitas mudanças e novos desafios que influenciaram tanto na minha vida pessoal , quanto profissional.
Na minha vida pessoal tive a sensação de estar me renovando a cada momento. Senti-me como uma árvore que tem os galhos podados e começam a brotar novos brotos. Percebi que minhas concepções e conceitos foram renovados. O uso das ferramentas tecnológicas foram as mais significantes, pois, possibilitaram a inovação e o progresso, fazendo com que eu me sentisse mais atualizada e confiante.
Em minha vida profissional, percebi que muita das atividades que realizava com meus alunos, estavam corretas, entretanto, estava na hora de serem repensadas, renovadas... E isso aconteceu no decorrrer da realização das treze interdisciplinas que realizei em 2007.
Penso que EPPC me fez refletir bastante quanto ao fazer docente do professor, a relação professor/ aluno, os saberes e aprendizagens da carreira, e, principalmente a postura que nós educadores devemos ter perante nossos alunos e o contexto social em que estão inseridos.
Descobri que podemos oferecer um ensino para nossos alunos, de forma lúdica e prazerosa, podendo trabalhar interdisciplinarmente, ou seja, através da música, da literatura, teatro, artes e outros, proporcionar atividades que proporcionem verdadeiras aprendizagens, tanto para o professor, quanto para os alunos.
Também no convívio com os colegas houve muitas trocas. Trocas essas muito positivas, que vêm confirmar, que cada vez mais, nós professores devemos nos unir e divulgar o nosso trabalho, possibilitando, assim, compartilharmos de vivências que dão certo. O Pead nos proporciona isso e muito mais, porque estamos realizando um curso teórico/prático.